live for today. hope for tomorrow

Posted in Uncategorized by João-Pedro Cordeiro on 22/11/2010

como maré que aconchega as rochas, vens e vais. vens e vais da minha vida. sem aviso. indecente e insolente. suavemente, destróis. corróis. sem dó ou piedade, os restos de mim ficam para ser varridos. vai-se o estuque. uma vez. duas e três. mas a alma é grande e as fundações não abalam. quiçá, oportunamente. fosse eu mais que um simples deambulo, olharias os meus olhos? agarrarias a minha mão? gritarias o meu nome na escuridão? a minha expressão artística toca-se com o coração. é música da mais bela, da mais sincera. não tem notas ou pautas. somente palavras. acções, talvez. não terei dedos que dedilhem cordas, que em diapasão te comprem o coração. mas esse, posso prometer, sei tocá-lo tão bem, como quem dedilha as cordas em diapasão.

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A IMAGEM DO SILÊNCIO

Posted in Pessoas by João-Pedro Cordeiro on 07/09/2010

dizem que uma imagem vale mais que mil palavras… bom, eu tenho a minha própria sabedoria popular. afinal, também a sei inventar: o teu silêncio, vale mais que um quatrilião de palavras. o teu silêncio ecoa mais sonoro que a sétima trompete. o teu silêncio adormece-me. transporta-me a um sonho que me torna um simples rapaz, caminhando de mão dada contigo. num sonho que te acompanho… cinco minutos, dez, trinta, não importa o tempo! a felicidade, está na intensidade. e a ela está intrínseca a palavra. contamos futilidades, partilhamos vivências, o dia… dez minutos no relógio, contigo, são cinco segundo cairológicos. mas, a felicidade, está lá. enche-me o coração! fugimos. voltamos. não há algo de romântico em ter-mos para quem voltar? bom, eu digo-te, não há nada de romântico em não termos para quem voltar. o teu silêncio é impacientemente sonoro. é irremediavelmente sonoro. e acorda-me do meu sonho. não tenho para quem regressar. não tenho como regressar para ti. o teu silêncio… vale mais que uma imagem.

AS THE WORLD TURNS

Posted in Música by João-Pedro Cordeiro on 18/08/2010

BEST-FUCKING-SONG-EVER

I took the whole damn ride
with my best friends by my side
the days turned into nights
and we HEEELD OOON WIIITH AAALL OUR MIIIIIIGHT
cuz nothing stays no way, no hooooow
there’s no foreveeeer
the only thing that lasts foreveeeeeeeeer
IS-RIGHT-FUCKING-NOOOOOOOOOW

IF LOVE IS A BRIDGE, WE BUILD IT WRONG!

Posted in Música by João-Pedro Cordeiro on 14/08/2010

Desde o Love Let Me Go que não ouvia algo assim. Bom, tecnicamente, o Somewhere at the Bottom of the River Between Vega and Altair já tem dois anos demorou foi um pouco a chegar até mim. Mas… é assombroso. Instrumental que não é nem screamo, nem hardcore, é algo original e fresco lá pelo meio e uma lírica fantástica, repleta de metáforas e mensagens “estorizadas” simplesmente poético. A voz é, por vezes, gritada, noutras falada, como se estivéssemos realmente a ouvir uma história… É ouvir. A banda é La Dispute.

EXCITADO

Posted in Música by João-Pedro Cordeiro on 13/08/2010

E isto porquê? Porque para além de estar a pouco mais de 2 meses de ir estudar para fora, andei a pesquisar sobre eventos musicais que se irão realizar pela Polónia no período que eu lá estiver e cheguei à conclusão que poderei vir a ver muitos concertos de bandas que nunca na vida veria em Portugal. Isto significa que, correndo tudo bem, eu poderei ver:

Dillinger Escape Plan, Cancer Bats, Sick of it All, Madball, Devil Sold His Soul, Coke Bust, The Swell Season, Marky Ramone, Public Enemy, BANE!!!, Alpha & Omega, Trapped Under Ice, THE NATIONAL!!!, Midlake (desde Bane, todos por 2 vezes até) Calexico, Stay Hungry, Skull Crusher, Touché Amoré, Lighthouse, Jamie Lidell, Parkway Drive, Comeback Kid, Your Demise, Bleeding Through, GBH, Method Man, Mad Sin, The Analogs, We Have Band, Late of the Pier, Donnybrook, Downpresser e Cornered.

Inveja?

SONG FOR A LOVER OF NOT THAT LONG AGO

Posted in Música by João-Pedro Cordeiro on 08/08/2010

ain on the bard
clinging water mark
and your hands are what i had
and calls up what i can

ring you and me
shake memory free
cant scratch the open sun
cant chase away the hope
I’ve buried you
in every place I’ve been
you keep ending up
in my shaking hands

rain sound the alarm
and stain my broken heart
the things violinist
buried in my gut
there are chances or choices
sometimes you just have to cut

ive buried you
every place i move
you keep ending up
in my shaking hands
i have buried you
with my shaking hands
you keep ending up
every place i been

i have buried you
every place ive been
and you keep ending up
in my shaking hands
you keep ending up
every place ive been
in my shaking hands
every place ive been

MEDIATAPE

Posted in Música by João-Pedro Cordeiro on 02/08/2010

Hoje, uma mixtape em versão diferente. Isto é o mesmo que dizer que estou demasiado preguiçoso para escolher temas a dedo e dar-lhes um alinhamento que flua devidamente.

2010, SO FAR

Posted in Música by João-Pedro Cordeiro on 02/08/2010

Bom, chegado ao fim o primeiro semestre do ano, vão se fazendo por esse mundo blogger fora revisões do melhor até agora. Como eu não gosto de ficar aparte, segue o meu “top” 5.

5 – Beach House, Teen Dream
4 – Blackbird Blackbird, Summer Heart
3 – The National, High Violet
2 – Toro Y Moi, Causers of This
1 – The Black Keys, Brothers

Mas, isto, tendo em conta que adorei outros álbuns como os de Gaslight Anthem, Gonjasufi, Strange Boys, Best Coast, Vampire Weekend, Local Natives, Delorean, Tallest Man on Earth, Morning Benders, Titus Andronicus, Male Bonding, CEO, Ariel Pink, Wild Nothing, Beach Fossils, jj, Kisses. Olhando à P4k e ao Metacritic, penso não me ter esquecido de nada. Claro que as classificações são mais mutáveis que sei lá o quê, isto surgiu feito agora.

THE GHOST WRITER

Posted in Cinema by João-Pedro Cordeiro on 30/07/2010

A chave para o sucesso de um bom thriller passa especialmente e, essencialmente, pelo suspense que o mesmo consegue conferir. E, isto, consegue-se com o alinhar de três planetas: Um bom realizador, um bom argumento e um bom elenco. The Ghost Writer culmina em todos os pontos, fazendo dele um dos filmes do ano até agora. O Escritor Fantasma não é um bom filme porque é de Roman Polanski. The Ghost Writer é um óptimo filme porque é de Roman Polanski, porque tem um dos mais brilhantes actores contemporâneos – i.e, Ewan McGregor – e porque tem um argumento suficientemente coeso para que, durante duas horas e dez de película, estejamos vidrados na mesma passando esse tempo a correr. Aliás, diria até, que um dos pontos que podemos utilizar para a avaliação da qualidade de um bom filme, é a suavidade com que o mesmo se vai desenrolando. Como se de um rap se tratasse, do flow que o mesmo tem. E, quando um filme de duas horas e dez minutos, passa num ápice, algo está muito bem construido.

E, isto, é The Ghost Writer. Um filme quase biográfico e caricatural da governação de Tony Blair. Um escritor fantasma que é contratado para escrever as memórias de um ex-primeiro ministro britânico e que se vê envolvido numa série de descobertas que urgem tramar o seu cliente. Descobertas essas que, obviamente, não serão do agrado de muitos e colocam o seu descobridor em claro apuro. E, é nesta altura, que o suspense e a acção tomam papel predominante no desenrolar da história que, ou é bem aplicado e resulta como um tiro certeiro ou, caso contrário, o transforma em apenas mais um filme – algo que, convenhamos, vem sendo muito habitual pelos lados hollywoodescos.

Polanski surge, então, após anos de espiral descendente preconizada em escândalos diversos, em grande forma. Como disse, não é um bom filme somente porque é dele, mas é um bom filme porque é dele – se é que me entendem. Um Thriller à antiga, como já vinha fazendo falta.

I’LL CATCH YOU

Posted in Música by João-Pedro Cordeiro on 30/07/2010