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Bom, completei o que tinha e me pareceu interessante ver de Orson Welles. Veio confirmar o meu gosto pelo film noir e o meu desgosto por Shakespeare, não há mesmo volta a dar.

Peguei agora na lista de melhores filmes “film noir” do IMDb, e será por onde continuarei o meu retiro audiovisual. Posteriormente logo me dedico aos outros realizadores.

Shows!

Estou excitado. Não porque sejam bandas que entrem no meu lote de preferidas, mas essencialmente porque não vou a um concerto já há bastante tempo. São no entanto bandas muito boas.

Segunda:

Sábado:

Orson Welles

Bom, depois de algumas semanas a sentir-me inculto com algumas perguntas feitas por determinado professor decidi que tinha de ver a filmografia de alguns realizadores. Sim, shame on me não ter sido por iniciativa própria mas e tempo para isso?

Decidi começar por estes seis:

  • Orson Welles, a quem dedicarei toda a minha atenção a partir de agora
  • Stanley Kubrick
  • Martin Scorsese
  • Francis Ford Coppolla
  • Woody Allen
  • Roman Polanski

Unfinished

Pôr play primeiro :)

Ronrona o motor no intervalo, breve, em que os meus ouvidos não são invadidos pelas mais bonitas palavras de tristeza e sons melancólicos com que o cantautor me deleita. Tem, pelo menos, o condão, quiçá infelizmente, de transportar essa mesma melancolia ao cérebro. E todos sabemos o bastardo que ele consegue ser… Derivo o pensamento para ela. OH, minha vida, porquê tamanha maldição?! Só gostava de poder segurar-te a mão…

As ruas encontram-se ainda desertas – o teu nome não está, contudo, escrito nas paredes – numa altura que se antevê o ordinário movimento de retorno para o merecido descanso diário. Amanhã será um novo dia, a rotina não dá tréguas. À medida que caminho, só e embrenhado no olhar que me dirigiu, sou invadido por um conjunto de olfactos que demonstra o avançar do calendário. Algo que, poderia ser por si só confirmado, pela fria brisa que vai já soprando. Um carro trava bruscamente. Deverei prestar atenção a quem, por via de pensamentos mais profundos, lhe invado a via destinada.

OH, e que bonito está o parque! Repleto de cores outonais, deserto, em cujas mesas ousaria lanchar ou talvez conhecer, na sua companhia. Haverá estação mais bela? Ainda se soubesse seu nome… Poderia, ao menos, intitular este texto.

4 the Kids

Um pouco de shameless promotion para outro blog em que escrevo, já que não faria sentir meter aqui o que meti lá. Aos interessados: http://4thekids-reviews.blogspot.com/

E sim, em Outubro. Isto porque dei por mim a pensar nos álbuns “qui mi abalaram” não de nervos, mas de qualidade. Socorrendo-me do belo do Windows Media Player e do seu divisor “ano” posto no ano corrente, cheguei à conclusão que estes são, para mim, os melhores álbuns do ano até agora:

  1. The Golden Age – Unlock Yourself
  2. Daïtro – Y
  3. Rise and Fall – Our Circle is Vicious
  4. Green Day -  21st Centu… ahah you wish.

Numa escolha assim de álbuns mais genéricos vá, que é para agradar à franja mais pussy dos leitores deste blog, diria que os melhores álbuns do ano, mais uma vez depois de uma enorme reflexão, serão:

  1. The Pains of Being Pure At Heart – S\T
  2. Thrice – Beggars
  3. jj – jj nº2

Para finalizar, menção honrosa para os melhores álbuns portugueses de 2009, até agora, igualmente.

  1. Day of the Dead – Perspectives
  2. Os Tornados – Twist do Contrabando
  3. The Legendary Tigerman – Femina

Claro que depois há outros álbuns que numa lista mais estensa irão figurar como melhores do ano, como:

  • Strike Anywhere – Iron Front
  • City of Ships – Look What God Did To Us
  • Gold Kids – The Sound of Breaking Out
  • POS – Never Better
  • The Aggrolites – IV
  • Narrows – New Distances
  • Polar Bear Club – Chasing Hamburg
  • Converge – Axe to Fall
  • Dead Swans – Sleepwalkers
  • Death Before Dishonor – Better Ways to Die
  • Entre outros que ainda terei que tagar o ano correctamente e ver algumas listas de lançamentos de este ano, a fim de não me esquecer deles. Algo a fazer apenas em Dezembro.

Tida como uma banda daquelas a que podemos chamar de guilty pleasures, os Dashboard Confessional lançaram recentemente o primeiro avanço do seu novo trabalho, Alter the Ending, a ser editado no próximo dia 10 de Novembro.

A música chama-se Belle of the Boulevard e marca o regresso da banda a um som mais trabalhado e menos acustico \ simples que, normalmente, tem vindo a ser imagem de marca da banda. Ou seja, temos mais de Dusk and Summer que temos de A Mark A Mission A Brand A Scar. A letra parece, finalmente, marcar alguns sinais de envelhecimento da banda. Fica então a letra e a música de um dos meus guilty pleasures.

Down in a local bar
Out on the boulevard
The sound of an old guitar
Is saving you from sinking
It’s a long way down
It’s a long way

Back like you never broke
You tell a dirty joke
He touches your leg and thinks he’s getting close
For now you let him just this once
Just for now
And just like that – it’s over

[Chorus:]
Don’t turn away
Dry your eyes, dry your eyes
Don’t be afraid
Keep it all inside, all inside
When you fall apart
Dry your eyes, dry your eyes
Life is always hard for the belle of the boulevard

In all your silver rings
And all your silken things
That song you softly sing – is keeping you from breaking
It’s a long way down
It’s a long way
Back here you never loved
You’ve shaked the shivers off
You take a drink to get your courage up
Can you believe it
Just this once
Just for now
And just like that
It’s over

[Chorus]

Please hold on – it’s alright
Please hold on – it’s alright
Please hold on

Down in a local bar
Out on the boulevard
The sound of an old guitar
Is saving you

[Chorus x2]

Todos nós, a certa altura da nossa vida acabamos a celebrar o nosso vigésimo aniversário – salvo claro excepções em que o infortúnio assim não o permite -, mas felizmente temos uma esperança média de vida que assim o possibilita. As bandas, porém, não gozam de tanta saúde, pelo que, chegar aos 20 anos de carreira – ainda por cima, ininterruptamente – é algo que merece celebração. Os The Bouncing Souls fazem esses 20 anos e, é na comemoração dos mesmos, que regressam a Portugal. Oito anos depois.

Os Jerseys viram a sua actuação precedida pelos Belgas: Gino’s Eyeball e pelos Portugueses: Decreto 77, o que fazia deste show uma combinação de diferentes estilos de punk rock.

Saúde-se a pontualidade do acontecimento, pois pouco depois das 22 horas lá estavam os belgas em palco. “Velhos”, gordos e suados. Nada sexy, contudo, divertidos. Os Gino’s Eyeball desenvolvem um punk soalheiro e galhofeiro, uma rambóia que por vezes não flui e sente-se o forcing da situação. Nota-se que são estratagemas que vêm sendo usados desde, diria sempre, tal como as covers que fazem parte do seu reportório. Não é, no entanto, todos os dias que se ouve Enrique Iglésias num concerto punk. Já NOFX, até poderá acontecer.

Mais sérios surgem os Decreto 77. De cara lavada, quer musicalmente onde, refira-se, as músicas novas da banda atestam uma qualidade musical acima da média e são um excelente aperitivo para um álbum que não tardará a ver a luz do dia. A banda parece, igualmente, ter encontrado alguma estabilidade a nível estrutural, uma vez que as músicas fluem como se os seus membros tocassem juntos desde sempre. Concorde-se que os Decreto 77 nunca soaram tão bem.

Na sobriedade do palco do Music Box, bar aparentemente de bons costumes e dresscode condizente, destaca-se um pequeno “20″ cravado na parede. Afinal, a banda que se seguia faz este ano 20 anos de actividade – já o tinha referido?

E como quem não tem nada a provar, a banda surge destemida logo desde o inicio da sua prestação com o ressoar do seu maior hino: uma das melhores músicas punk de sempre, True Believers. A festa estava lançada e desde logo é colocada a fasquia a nível de recorde mundial. Nunca, até ao final, é deitada abaixo. Desfilam os maiores hinos – os do passado – intercalados inteligentemente com os hinos do futuro. Momento para respirar. Misfits surgem acústicos. Estranho, mas seguramente uma das melhores interpretações da veterana banda americana desde que Danzig bateu com a porta. Há uma sucessão de músicas de toada mais lenta para retemperar forças, que nunca faltariam até final, mesmo quando o acelerador é carregado mais a fundo. Amantes das motas, ou pelo menos o seu baixista – Bryan Kienlen – o diesel fez-se gasolina e excessos de velocidade foram presença garantida. Velocidade musical contrastante com uma calma e serenidade impressionante de um sempre aprontado Greg Attonito. Todos sabemos que o dom da comunicação não é pertence de qualquer um e nos Bouncing Souls a tarefa é incumbida ao baixista. Greg não é, contudo, antipático. Reservado. Talvez surpreendido pela festa que se ia fazendo degraus abaixo, onde a pista de descolagem era curta, mas muitos foram os que voaram. Pouco espaço para tamanha euforia.

Palavra aos degraus em si. Curiosa a ornamentação providenciada pelo próprio Music Box. Curiosa e… simpática. Dois artefactos bastante interessantes, quais gárgulas protectoras. Pisões, arranhões, braços mais vermelhos que o saudavelmente desejado, mas, acima de tudo, uma superação quase total à resistência de narizes e dentes, bem como alguns dedos de pés mais achatados que terão feito muitas cinderelas, a Kate não deixou de ser Great, mas is Gone.

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Uma nota negativa final – sim, esta implícita e directa – ao próprio público. Saberá Deus nosso senhor, ou não, quando as pessoas se irão sensibilizar para a liberdade individual e de direito de outrem, bem como do seu bem estar, e deixar de fumar em tão pequenas salas e, muito menos, quando a agitação é tão intensa. É curioso o clamar constante dos supostos direitos dos fumadores e que, apesar de não ser contra quem queira fumar – cada um desce a escada como bem entender – há limites, nem mais que seja porque vivemos em sociedade. Sociedade essa que garante igualmente aos não fumadores o seu espaço, o seu bem estar e os seus direitos. Afinal, nem sequer nascemos fumadores.

Hoje volto a falar de música, que já lá vai um tempo desde a última vez que o fiz. Isto porque me vi a “ouvidos” com um dos álbins do ano. Sim, é normal lançar-se sempre o hype quando se gosta de determinado álbum, mas este é realmente especial. A banda em questão nem sequer é muito conhecida dentro do meio em que se insere – o hardcore – aliás, atrever-me-ia a dizer que poucos serão aqueles que conhecem a banda. Falo dos Foundation.

Hang Your Head é o álbum com que se estreiam os Foundation. Saído no passado dia 25 de Agosto via Six Feet Under, este álbum recorda tudo o que de bom teve o hardcore dos anos 90, e ainda que transpire por todos os poros Bitter End, Trial ou 108, Hang Your Head marca um espaço que vinha sendo reclamado desde à algum tempo.

Mas quem são estes Foundation? Na realidade, poucas informações sobre a banda há, o que, na realidade é uma boa coisa. Recentemente o hardcore vem-se tornando numa feira de vaidades e um “appeal” ao status e quando vejo uma banda ter um myspace limpinho e haver informações minimas sobre a mesma, chego à conclusão que estou perante uma banda sincera, que faz o que faz por real gosto. No cliché. Sabe-se apenas que surgem de Atlanta, são straight edge e tocarão no National Edge Day com supra-sumos do hardcore mundial como são os Have Heart e os Bane. Vá, e os Shipwreck…

Em relação a este mesmo Hang Your Head, não há muito que possa ser dito, senão que vale realmente a pena ser ouvido. As músicas, como já referi, seguem uma linha sonora idêntica ao praticado no final dos anos 90 e liricamente obordam temas como depressão ou desespero. Algo que, quando bem escrito, nos consegue mesmo fazer sentir pequenos. Felizmente os senhores de Atlanta escrevem bem e Hang Your Head está aí para ser ouvido e digerido.

Hang Your Head é, para mim, até agora a segunda surpresa do ano juntamente com os The Golden Age e o seu Unlock Yourself, que se tornaram para mim os dois registos mais sólidos e surpreendentes do hardcore actual. Funcionam um pouco como o Seasons dos Wait in Vain o ano passado. Bandas das quais pouco ou nada conhecia e que de repente lançam os meus álbuns preferidos do ano. E é assim que surge Hang Your Head, um dos meus preferidos do ano.

Dillinger Escape Plan era, até agora, o expoente cultural máximo relacionado com a vida de John Dillinger, um mundialmente famoso ex-ladrão de bancos. A banda de mathcore – o que quer que isso seja – viu então no famoso patife uma boa ideia para o seu nome.

Até Agosto de 2009. Nessa altura, Michael Mann (Heat, The Insider, Thief), fez estrear Public Enemies: um policial também ele associado à vida de John Dillinger. E quem melhor para presidir ao elenco de um filme sobre tão especial persona que não Johnny Depp, que faz em Public Enemies o seu papel mais normal desde… Secret Window?

Mais do que um filme biográfico, Public Enemies é, como já referi, um filme policial de trama histórica, e uma bonita história de amor entre Dillinger e Billie Frechette (Marion Cottilard). Deve ser feita esta ressalva para salvaguardar um pouco a fantasia como são representados determinados acontecimentos da vida de John Dillinger, ainda assim, é tido pelos entusiastas do larápio, como um filme de grande acuidade histórica. John Dillinger foi, nos anos 30, considerado o Robin Hood dos tempos modernos. A América via-se a braços com a “Grande Depressão” e os seus habitantes culpavam os bancos por essa situação. John Dillinger roubava então esses mesmos bancos, corruptos. O público adora-o por isso, aliás, em Indiana é ainda hoje, um herói. Nessa mesma época, outros criminosos se destacaram, Bonnie and Clyde, Ma Barker… ao que o governo americano carinhosamente resolveu apelidá-los de “Public Enemies”. Nada disto falha ao vermos o filme de Michael Mann – um filme requintadamente realizado – onde nem os efeitos visuais vintage faltam, claramente a trazer-nos para os anos 30 numa sala em pleno séc.XXI, que torna Public Enemies não só um filme de excelente argumento, bem como de fotografia, excitante para os entusiastas do saudosismo e das técnicas cinematográficas.

A história de John Dillinger pode ser lida em qualquer site sobre o senhor, daí que não valha muito a pena estar a descrever os episódios retratados no filme, senão os que anteriormente referi. Mas há algo que tem o seu quê de interessante: Depois de ver o filme, abram um desses sites, leiam tudo o que puderem sobre a vida de John Dillinger e irão ter sentimentos de dejá-vu a todo o momento, e isto só virá provar a acuidade histórica de Public Enemies e a qualidade do mesmo.

James Russo, Christian Bale ou o meu muito “querido” Stephen Graham co-adjuvam Depp em 140 minutos de acção policial e romance. Um filme que irá, certamente, ser bastante subvalorizado e do qual os entendidos do cinema não irão gostar, oh esperem… até o PÚBLICO gostou!

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